Semana #8: Metade do percurso já está feito…

Oito semanas feitas. Oito semanas para fazer. Metade do percurso está feito e, pesadas as sensações e resultados, sendo sincero, pouco ou nada mudou em relação às semanas anteriores, pois acabei por conseguir cumprir, com relativa facilidade o plano que me foi dado pelo meu treinador. E isso, confesso, está a assustar-me…

Assusta-me porque, ao cabo de oito semanas, ainda não tive um treino verdadeiramente mau. Pode ser estranho ter esta sensação, mas sinto que é impossível ter uma preparação onde consigo cumprir todos os treinos sem ter de sofrer. Olhando para trás, no percurso que fiz para as dez maratonas que completei, tive sempre alguns treinos em que simplesmente não saía o que o plano mandava. Aqui, nesta primeira metade, cumpri TUDO à risca e não senti que tenha sequer batido naquele ponto de esforço máximo. Se isso é bom? Muito bom! Mas não deixa de me assustar…

Nesta oitava semana tive três treinos que exigiam algo mais de mim, com dois de séries (longas e curtas) e o longo da praxe. Tanto nas séries curtas como nas longas consegui cumprir o ritmo apontado (sempre ligeiramente mais rápido do que tinha no plano), fazendo algo que começa a ser característico em mim: um verdadeiro relógio suíço. Nas longas, por exemplo, consegui fazer duas repetições de 3000 metros com uns exatos 13:30! Controlei o ritmo sim, olhei para o relógio para conferir ritmos umas duas ou três vezes por quilómetro, mas tenho percebido que isto é algo que se aprende, para educar o corpo a ser constante no andamento.

Quanto ao longo, mais do mesmo. A ideia era fazer 30 quilómetros, num percurso direto entre Cascais e Lisboa, na companhia de mais uns cinco corredores que também estão a preparar maratonas (e de uma fabulosa equipa de aguadeiros, que nos fez sentir, uma vez mais, como atletas profissionais). A ritmo progressivo, lá assumi a minha função de ‘pacer’ dos dois colegas de equipa que estavam comigo e, duas horas e pouco depois da partida, lá chegamos à capital. Plano cumprido, com um final a ritmo de maratona, para continuar a indicar ao corpo qual é o ritmo que ele terá de suportar no dia 3 de novembro. Ele, por agora, está a ser um bom aluno…

Até à próxima semana!

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A foto do final: seis corredores e dois incríveis aguadeiros

A oitava semana em números

» 98,6 km
» 8:15 horas
» 5’02 de ritmo médio
» 6 treinos de corrida
» 1 treino de ginásio

Os meus treinos no Strava

02/09: Calmo
03/09: Séries curtas
04/09: Calmo
06/09: Séries longas
07/09: Calmo
08/09: Longo progressivo

Dica #9: Não procurem condições perfeitas
(Recorda a dica #1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8)

No caminho para uma maratona vamos enfrentar todo o tipo de situações e, acreditem, quanto mais complicados forem os desafios que formos encontrando nesse percurso, mais fortes chegaremos ao dia da verdade. Física, mas acima de tudo mentalmente. Vamos ter treinos que não correm como queremos (ainda não os tive, mas estou à espera deles!); vamos ter dias em que temos de fazer 30 por uma linha para treinar; ou vamos ter treinos em que, pura e simplesmente, vamos ter de enfrentar condições que não são as ideais, nomeadamente a nível meteorológico, com vento, calor, frio… O que seja!

Custa treinar com chuva? Claro que custa! Provavelmente vamos acabar encharcados e com o nosso ritmo longe do que queríamos. Custa treinar com vento? Custa! Eu próprio detesto e, confesso, solto uma data de impropérios quando parece que tenho alguém com uma corda à puxar me para trás. Mas não é à procura das condições perfeitas de treino que no dia da prova nos vamos superar… Até porque, pensem bem, no dia da prova não vão pedir à organização para cancelar porque “está vento” ou “está chuva”. Se chove, está vento…. Correm e pronto!

Nesta longa jornada, quanto mais situações complicadas colocar no meu caminho, mais forte acabarei por chegar ao dia da prova. Mesmo que isso signifique tirar uns segundos ao meu ritmo médio de determinado treino ou semana. Há treinos em que, mais do que acabar dentro do objetivo, o mais importante é chegar ao final com a sensação de “se eu acabei isto, acabo a maratona”; “se eu acabei isto, faço o tempo que procuro na maratona”. É isso que enfrentar as dificuldades nos ensinará. Vai fortalecer-nos mentalmente, vai dar-nos aquela confiança que por vezes anda afastada de nós… Experimentem!

Tens alguma questão ou curiosidade sobre a minha preparação? Contacta-me através de fabior46@gmail.com

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