Zurich Marató de Barcelona: Foi até à última gota

“Estou todo rebentado”.

Ainda me lembro perfeitamente do local exato onde, de câmara apontada para mim, disse esta frase absolutamente demolidora para quem está a correr uma maratona. Tinha acabado de fazer o último retorno, na Diagonal, e ainda tinha pela frente uns 10 quilómetros até à meta.

Estava efetivamente rebentado. Tinha as pernas feitas num oito e a mente a dizer incessantemente para parar, para abrandar o ritmo, para ir apenas buscar a medalha e esquecer o tempo, esquecer o possível recorde.

Esse pensamento, confesso, passou pela minha cabeça praticamente durante toda a segunda parte da prova. Os quilómetros passavam e eu mal sentia essa evolução. Parecia que não passava do mesmo. Custava, doía, sofria, mas lá ia

E lá fui até à Fonte Mágica de Montjuic, onde fui buscar a oitava medalha dos 42,195 e, não menos importante, um novo recorde: 3:21:53.

O filme dos dias anteriores

Mas ainda antes de chegar a Barcelona, houve muito a acontecer ainda por terras lusitanas. E na maior parte dos casos… situações totalmente para esquecer. Na verdade, a semana da maratona começou da pior forma possível e assim continuou nos dias seguintes. Parecia um daqueles sinais do universo a dizer que tudo ia correr mal (mas não foi…)

Poucas pessoas sabem disto (nem o meu treinador soube!), mas domingo e quinta feira sofri duas quedas que me deixaram bem marcado. Quedas estúpidas, daquelas que eu próprio me riria se visse outra pessoa a tê-las. Ambas provocadas pelo piso molhado e pela minha aselhice. A primeira foi numas escadas e deixou-me com uma bela nódoa negra na zona do cóccix do lado direito. A segunda, talvez para equilibrar as coisas, foi do lado esquerdo, minutos depois de ter saído da massagem pré-prova. Já viram a ironia? O que mais me poderia correr mal?

Pensei nisso nas horas seguintes. Afinal de contas ia correr uma maratona, algo difícil estando a 100%, quanto mais estando empenado… dos dois lados. Abusei no Voltaren, tive cuidado redobrado nos dias seguintes e a coisa acabou por aliviar.

Então vamos lá…

Desta vez apenas vim para uma maratona acompanhado de duas pessoas do nosso grupo de corrida – o André e a Joana, mais os seus filhos -, mas nem por isso me senti sozinho. Durante estes três dias por Barcelona, na companhia de uma máquina de maratonas e de uma futura maratonista, voltei a viver um fim de semana para recordar.

 

Partilhámos refeições e o treino de ativação pré-prova, visitámos a feira juntos e fomos procurando manter a mente limpa para a manhã de domingo. A manhã da verdade. Pelo meio disto tudo, ainda houve espaço para muito turismo, para visitar alguns dos lugares mais emblemáticos da cidade e também para ver ao vivo parte de um jogo do Barcelona.

 

Chegou o grande dia

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Pequeno almoço de sempre

5:30 da manhã e já estava acordado. É minha tradição procurar ter o pequeno almoço tomado duas horas e meia antes da prova, de forma a fazer a digestão como deve ser e estar prontinho a correr pouco depois. Não mudei nem uma vírgula no plano. Mesmo estando tranquilo, e sem me pressionar em demasia, não quis arriscar mudar nada, porque enfrentar uma maratona é sempre um desafio que impõe respeito.

Saímos de casa pelas 7 horas (depois de umas quantas ‘bocas’ para os atrasados de serviço!) e lá fomos em direção ao palco onde, esperava eu, por volta do meio dia estaria a acabar a minha oitava maratona. Primeiro na companhia da malta portuense (com quem fiquei nestes dias) e depois acompanhado pelo André, lá fui em direção à partida. Últimas despedidas, última frase de motivação e estava na hora!

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A 20 minutos da partida. Eu ia para a 8.ª, ele para a 12.ª

Partiu!

8:38 – Arrancava a minha oitava maratona e logo ali percebia que as minhas pernas não estavam tão frescas como queria que estivessem. Era normal, especialmente tendo em conta que nas últimas três semanas tinha acumulado de longos 42, 28 e 32 quilómetros. Isto para lá de uma semana na qual tinha acumulados antes da prova 60 quilómetros.

Dos 0 aos 10k: Ler conselhos e… não segui-los
48:19 minutos (@4’50)

Nos dias anteriores – como sempre devemos fazer – procurei conhecer um pouco mais sobre o percurso. Tentar perceber onde poderia atacar, onde deveria abrandar e onde poderia ter mais dificuldades. Ora, o primeiro conselho que li foi “não fazer a fase inicial ao ritmo de prova“. A indicação tinha sentido, porque iríamos fazer 5 quilómetros até Camp Nou em ligeira subida e aí o ideal seria conservar energias e não atacar.

O que eu fiz? Procurei logo impor um ritmo forte, tanto que cheguei aos 10k um minuto e onze segundos mais rápido do que fizera em Sevilha, onde o percurso era claramente favorável. Na altura esta abordagem errada era uma forma de tentar ‘acordar’ as pernas, porque cá dentro ainda achava que se tratava simplesmente de aquela preguiça que por vezes temos quando começamos uma prova. Não era…

Dos 11 aos 21k: Eu bem queria apreciar a paisagem…
53:06 minutos (@4’47)
Tempo total: 1:41:24 (4’48)

Esta fase da prova era provavelmente a mais rica do ponto de vista turístico, pois era nestes quilómetros que passávamos pelo Passeig de Gràcia e pela zona mais histórica, onde estão localizados algumas das obras de referência de Antoni Gaudí, especialmente a Sagrada Família. Ali, sempre com uma enorme falange de apoio, vivemos um dos momentos mais incríveis desta prova, quando enquanto corremos temos ao nosso lado esquerdo uma imponente construção, que ainda se torna mais imponente quando a observamos nestas condições. Por momentos conseguimos abstrair-nos da prova e contemplar a beleza da obra (inacabada) idealizada por Gaudí. Mas só mesmo por momentos…

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À passagem na Sagrada Família
Porque ali, naquela fase, já começava a ter a minha mente a tentar comandar aquilo que as pernas faziam. Já me custava imenso correr, custava imenso manter o ritmo constante, tudo por causa das subidas que íamos encontrando. Não, não eram nenhumas paredes, não eram muito inclinadas, mas este percurso de Barcelona tem um perfil ideal para partir pernas. Aquelas subidas que não matam, mas moem, sabem? Especialmente quando tentamos a todo o custo manter o ritmo mesmo com esta ligeira inclinação.

Isso e o primeiro retorno que fizemos em plena autoestrada. Esta fase só não foi mais penosa porque tínhamos um incrível apoio popular nesta zona, mas estar a correr e ver já do outro lado uma multidão de corredores só nos fazia desesperar por chegar ao ponto de retorno… que nunca mais aparecia. Quando chegou respirei de alívio, mas praticamente de imediato desanimei. Mais uma subidita!

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Perdido no meio da molhada

Fi-la, recuperei o fôlego na ligeira descida que se seguiu e fui rumo à passagem na meia-maratona. Não sem antes viver um momento que me deixou abalado por largos minutos

No abastecimento dos 20 quilómetros, como manda a regra, cheguei-me ao lado desejado, apanhei a minha garrafa e de imediato procurei chegar-me para o meio, de forma a não impedir a chegada de outros corredores àquela zona. Só que desta vez fi-lo demasiado rápido e, num segundo de distração, bati com o pé no de outro corredor que por mim passava. Conclusão: fi-lo cair no chão, numa queda nada bonita. Voltei atrás, ajudei a levantá-lo, pedi-lhe imensas desculpas e, quando este já estava de novo em pé, voltei a seguir a corrida. Ainda olhei para trás passados alguns metros, com a cabeça a pensar se teria estragado a prova daquele companheiro de aventura por causa desta distração…

O pensamento manteve-se na minha mente, mas lá consegui continuar a bom ritmo até à meia-maratona, onde cheguei com 1:41:24. Estava perfeitamente dentro dos 1:41:00 a 1:41:30 que o meu treinador me tinha apontado para fazer e, para mais, estava já a tirar dois minutos e meio em relação ao que fizera em Sevilha, onde passei à ‘meia’ em 1:43:53.

Os números eram bem melhores e os parciais eram incrivelmente certos – dos 10k aos 15k fiz exatamente os mesmos 23:52 que tinha feito nos 5k anteriores -, mas as sensações eram totalmente distintas. Em Sevilha lembro-me que por volta dos 15 quilómetros me comecei a soltar depois de um arranque algo dorido. Aqui continuava preso e com as pernas bastante pesadas.

Dos 21k aos 30k: Ele sabia o que estava a dizer…
41:16 minutos (@4’38)
Tempo total: 2:23:40 (4’47)

“Vais pagar a légua dos 25k. És louco”.
(Mensagem do meu treinador durante a prova, que só li depois da meta)

À distância, mesmo tendo nesse dia mais uma participação no Nacional de Crosse Longo, o meu treinador não deixou de seguir atentamente a minha prova e terá certamente ficado contente quando viu que havia passado à meia no tempo que ele me disse. Como terá certamente ficado chateado ao ver o que fiz a seguir, com um parcial de 23:29 minutos entre os 20 e os 25 (4’41). A mensagem denuncia-o e, na verdade, teve razão naquilo que disse nela.

Nessa fase recordo-me que levámos um enorme banho de multidão que me empurrou para a frente, mas também uma ligeira descida que precipitou o desacerto de ritmo, assim como o relógio, que no meio dos prédios naturalmente se atrofiou com a deteção do percurso. Aumentei o ritmo antes do suposto e, tal como o meu treinador apontara, iria pagá-lo depois. Estava escrito!

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Algures num dos chatos retornos

A primeira grande marretada mental deu-se pouco depois dos 25 quilómetros, quando entrámos no segundo interminável retorno. Era outra vez aquela história de estar a correr, ver do outro lado já uma multidão e imaginar quanto teríamos de fazer para estar naquele sentido. Os passos eram dados e parecia que nunca mais lá chegava. Quando cheguei… lembrei-me que tinha de voltar a fazer tudo o que tinha acabado de fazer! Isto para a cabeça é o pior que pode acontecer, especialmente quando as pernas estão já a dar as últimas.

Chego aos 30 quilómetros em 2:23:40, ainda três minutos e meio mais rápido do que fizera em Sevilha. Na altura não sabia ao certo o tempo de passagem dessa prova e pela minha cabeça começou a passar-me a possibilidade de não conseguir o recorde, quanto mais o sub 3:20 que estava no plano da prova. Pensei vezes sem conta, praticamente dos 25 em diante, em abrandar o ritmo. Fiz contas na minha cabeça para tentar perceber a que ritmo podia baixar para pelo menos fazer o meu segundo melhor tempo ali. Basicamente já tinha a cabeça a dar-me todos os sinais de que não era o dia.

Dos 30k aos 40k: Pernas pesadas, cansaço e… calor
48:05 minutos (@4’48)
Tempo total: 3:11:46 (4’47)

Eram onze horas da manhã e o sol começava a aquecer. Era o ideal para quem estava nosso lado esquerdo, à beira do areal, provavelmente com alguns até a dar um mergulho. Era o pior que podia acontecer aos milhares de corredores que ali andavam. Isso e o vento da zona das praias, que naturalmente tinha de estar contra. Procurei tentar encontrar um grupo para me tentar resguardar, mas pouco ou nada me ajudava. O vento pelo menos ajudava para aliviar um pouco o calor, mas nesta altura os dois chuveiros que a organização disponibilizou foram uma bênção.

Acho que terá sido mesmo a única coisa positiva desta fase da prova, porque o resto… saiu tudo ao lado. Não consegui manter o ritmo e não consegui cumprir o plano traçado pelo meu treinador: até aos 34k a 4’48 e esticar na fase final para tirar o máximo de segundo possível. E não só não falhei nesse objetivo, como acabei por levar uma segunda marretada (esta física). Basta ver os parciais que tive dos 34 em diante, curiosamente na fase onde supostamente deveria ter atacado. 4’44, 4’49, 4’53, 4’53, 4’42 e 4’55.

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Algures pelos 30 e poucos quilómetros. Sem nada para dar a mais…

Aqui na pior das hipóteses teria de correr dentro da casa dos 4’30, mas não dava para isso. Não dava mesmo. Aqui era mesmo a fase do modo sobrevivência. Ao meu lado sentia todos os sofrer. Não via ninguém a estar fresco e a superar os outros corredores como eu fizera em Sevilha. Como eu gostava de repetir aqui. Não dava para isso.

E os números mostram perfeitamente a diferença de ritmo entre uma e outra maratona nessa fase. Se em Sevilha, em modo ataque, com claramente energias (e pernas) para forçar, fiz este parcial de 10 quilómetros em 46:11, em Barcelona consegui apenas 48:05. Lembram-se dos três minutos e pouco que tinha de avanço há dez quilómetros? Praticamente desapareceram… assim num ápice! Aqui já tinha perdido quase dois minutos – tinha agora minuto e meio de diferença – e a tendência era perder ainda mais.

Tinha dois quilómetros pela frente. A minha cabeça voltou a entrar em modo calculadora. Iria conseguir o recorde? Iria bater na trave? Valeria a pena forçar o ritmo e esgotar-me por completo?

Dos 40k à meta: A dar tudo (mesmo sem ter nada…)
10:08 minutos (@4’37)
Tempo total: 3:21:53 (4’46)

Tinha acabado de fazer ao 40.º quilómetro o meu pior parcial e a ideia de ter mais dois quilómetros para fazer, ainda para mais com ligeira subida, era demolidora para a minha mente. Se atacar nesta fase era complicado pelo cansaço acumulado, pior se tornava quando tínhamos (mais) uma subidinha parte-pernas. Tentei não desanimar. Tentei absorver a energia positiva que o público nos passava. Eram milhares nas ruas. Aqui, em plena zona residencial, as ruas estavam inundadas de gente. Sentiam-se os gritos de força, as palmas… Só precisava de conseguir converter aquilo em força para alimentar as minhas pernas nos derradeiros metros que se seguiam.

Faço 4’48 no 41.º quilómetro. Olho o relógio e questiono-me novamente. “Vai dar recorde?“. Voltei a fazer contas, procurando perceber o pior ritmo que poderia fazer para consegui-lo. Cheguei à conclusão de que podia andar em 5’00 baixos e consegui-lo. Aquilo tranquilizou-me e ao mesmo tempo libertou-me um pouco.

Running2life 2

Mal passo a placa do 41.º quilómetro tiro a bandeira e coloco-a às minhas costas. Do público alguém repara e grita “olha o Super-Homem“. Era efetivamente hora de vestir a capa de super herói e ir buscar a última réstia de energia. Tinha de dar tudo. Decidi desligar-me do público, pelo menos não o vivia como se calhar era suposto. Era hora de me focar em mim. Olho em diante e vejo a Plaça d’Espanya. Estava quase quase…

Curva à esquerda, curva à direita e a meta estava já ali… Faço 100 metros, olho à esquerda e ela lá estava. Imponente, maravilhosa… mas ao mesmo tempo ainda tão longe. E mais longe ficou quando olho e reparo que a prova acabava numa ligeira subida (era só mais uma, não é?). Olho uma última vez o relógio. Estava feito o recorde!

Entro na reta da meta, não consigo fazer um daqueles sprints vigorosos sonhados (faço os últimos 500 metros a 4’13), mas o recorde não me escapava. A 100 metros da chegada oiço alguém a gritar por mim. Era a Joana. Foi aquela última injeção de energia para chegar à linha de meta. Olho o relógio que estava em cima de mim e passava aquele pórtico com um tempo oficial abaixo das 3:30. Tempo de chip (o que conta): 3:21:53!

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A foto da praxe (repleta de orgulho)

Cinquenta segundos mais rápido do que Sevilha, isto num percurso que, arrisco dizer, seria uns 5 a 10% mais difícil do que o andaluz (segundo o sistema de ajuste à inclinação, do Strava, fiz esta prova para 4’38/km, o que daria 3:15…).

Não dava para mais…

Cruzei a meta e senti-me esgotado. Esgotado por completo! Se a prova tivesse mais 100 metros provavelmente não os faria. Pelo menos não a correr. Usei toda a energia que tinha. Usei as minhas forças ao limite. Tudo por mais um recorde. Tudo pela capacidade de superação que voltei a demonstrar ter.

Passei praticamente metade desta maratona a sofrer com o cansaço acumulado, com uma maratona nas pernas que para todos os efeitos tinha sido feita no limite, e mesmo assim não deixei de correr, não deixei de lutar. E acreditem, teria sido bem mais fácil abrandar o ritmo, até caminhar, porque neste meu objetivo o que me move é primeiro de juntar as maratonas ao meu currículo, muito mais do que tempos. Especialmente tendo em conta que fiz um recorde três semanas antes que já me deixara super satisfeito. Mas fazer outro recorde aqui sabe muito bem. Sabe mesmo!

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Todos os parciais desta maratona

Um brinde ao estreante

Uma nota final ao Adérito Alves, que nesta Maratona de Barcelona, aos 68 anos, decidiu desafiar-se na primeira maratona. Foi um dos portuenses com quem fiquei estes dias e, pese embora o nervosismo que se denotava (à distância), conseguiu fazer uma estreia absolutamente sensacional. Um enorme exemplo para mim e para toda a juventude que corre, esteja a começar ou seja já mais experiente. Quem me dera a mim ter esta capacidade, esta vontade de superação, com aquela idade. Isso e o qualifier para Boston, que ele já o garantiu… à primeira maratona. É caso para dizer… estudásses!

Não esquecer a restante malta portuense, o Carlos (que mesmo com todas as adversidades, não se rendeu e foi à meta buscar aquela medalha), o Nuno, o GilVocês são uns guerreiros e estão de parabéns.

E, porque o melhor fica para o final, ao André, que mesmo não tendo conseguido o objetivo que tinha delineado, voltou a demonstrar ser uma incrível máquina de correr. Não foi aqui, mas vai ser em Berlim, tenho a certeza disso. E quem sabe se não estarei lá para assistir in loco a esse mega registo na companhia da nossa família da corrida, que mesmo estando à distância nos acompanhou como sempre fazem.

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Foi sofrida para ambos, mas esta ninguém nos tira!

Agora… venha a nona!

Registos de maratonas (para tempo)

Sevilha 2018
1.ª meia: 1:49:16
2.ª meia: 1:47:48
Final: 3:37:04 (split negativo de 1:28 minutos)

Madrid 2018
1.ª meia: 1:46:35
2.ª meia: 1:47:01
Final: 3:34:36 (split positivo de 26 segundos)

Bilbao 2018
1.ª meia: 1:42:06
2.ª meia: 1:48:53
Final: 3:30:59 (split positivo de 6:47 minutos)

Valencia 2018
1.ª meia: 1:42:31
2.ª meia: 1:47:22
Final: 3:29:53 (split positivo de 4:49 minutos)

Sevilha 2019
1.ª meia: 1:43:53
2.ª meia: 1:38:50
Final: 3:22:43 (split negativo de 4:57 minutos)

Barcelona 2019
1.ª meia: 1:41:24
2.ª meia: 1:40:29
Final: 3:21:53 (split negativo de 55 segundos)

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