E depois do Porto… o que fazer?

Baixar das 3:30 na maratona. Não vou negar. Esta é neste momento a minha obsessão. Depois do falhanço completo em Bilbau, que já aqui relatei, e por ter trabalhado tanto para o ter conseguido e ter ficado ali à porta dele (60 segundos…), conseguir descer o cronómetro para a casa das 3:20 qualquer coisa é algo que me vai atormentando por estes dias.

Estou mais tranquilo, bem mais relaxado em comparação com o que sucedeu há pouco mais de um mês e vou enfrentar Valência sem qualquer pressão, mas ao mesmo tempo vou ter esse número sempre na minha cabeça. Três, vinte e nove, cinquenta e nove.

Será que dá? Será que não dá? E se forçar em demasia e acabar por pagar o preço? E se…? E se…?

Estas perguntas (e tantas outras) têm passado pela minha mente nos últimos dias, enquanto vou fazendo uma mini preparação improvisada (quando se calhar deveria era descansar depois da tareia que tenho levado), onde tenho apostado essencialmente em dar velocidade a estas perninhas.

Estou tranquilo, mas ao mesmo tempo tenho essa ambição. E vou entrar em ação daqui a uns dias em Valência para o conseguir. O plano será totalmente diferente do que fiz em Bilbau e confio que desta vez será possível.

Ao invés de começar num registo mais alto, apontando para as 3:20 como fiz em Bilbau, em Valência vou seguir até onde der com o pacer das 3:30. Se me sentir bem aos 30k, procuro forçar ligeiramente para conseguir algo mais. Se não sentir que é dia para tal, fico com o pacer e tentarei fechar nesse grupo. Se as pernas acharem que nem o 3:30 é possível, vou gerir esforço e acabar, para ir buscar a medalha da minha sexta maratona.

Diversão acima de tudo

Olhando para o que fiz neste último ano e um mês (cinco maratonas, coisa pouca…), olhando para o que vou ter de fazer, é fulcral saber redefinir objetivos no momento certo e não entrar em parafuso por ter de o fazer, mesmo que isso signifique uma pequena ‘facada’ no meu ego.

Claro que vai custar se não conseguir uma vez mais baixar essa barreira (já é a terceira vez que a tento…), mas mais do que o tempo, mais do que dizer que sou um maratonista sub 3:30, está o prazer de concluir uma prova como a maratona sentindo que me diverti, que desfrutei, que a vivi como deve ser vivida: a sorrir, a dar hi5’s aos miúdos e graúdos

Acima de tudo porque não posso deixar de ver a maratona, todas estas maratonas, como uma forma de diversão e de superaçãoNão posso ver a maratona como algo que no final me vai deixar derrotado, desiludido e desapontado comigo mesmo, como sucedeu em Bilbau. Essa sensação, lamento, é para nunca mais!

Porque acabar uma maratona, seja em que tempo for, é um feito incrível e aquela sensação de cruzar a meta tem de ser sempre especial. De sorriso no rosto, de punho cerrado, de lágrimas nos olhos. Porque acabá-las, por mais maratonas que faça – e vão ser tantas nos próximos tempos… -, vai ser sempre especial. Tem de ser!

A quem vem comigo nesta viagem, a quem cá em Portugal ficará a torcer, muito obrigado pela incrível companhia que têm sido nesta jornada. Sou um privilegiado por ter recebido tanto em tão pouco tempo.

Vemo-nos daqui a 42 quilómetros e 195 metros…

3 thoughts on “E depois do Porto… o que fazer?

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